O papel da Igreja Evangélica no novo Governo

Há 15 dias que Jair Bolsonaro tomou posse como 38º presidente da República Federativa do Brasil. O novo Governo Federal é cheio de peculiaridades, quanto de controvérsias. Para chefiar um ministério considerado "delicado" como o da Mulher, Família e Direitos Humanos, foi escolhida a pastora e advogada Damares Alves, ex-assessora parlamentar do também pastor e senador Magno Malta (PR-ES), não reeleito para o próximo mandato. Uma das últimas declarações dela: "Menino veste Azul e Menina veste Rosa", não foi bem interpretada por uma parte do eleitorado. Logo, alguns artistas aproveitaram para "lacrar", esquecendo que a fala da ministra era uma metáfora. 3 nomes indicados por Damares para ocupar secretarias do ministério do qual ela lidera são evangélicos. No entanto, ainda é cedo para afirmar que a Igreja Evangélica terá um papel de destaque no governo recém-estabelecido. Há quem diga que a intenção de Bolsonaro mudar a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém é resultado da influência dos evangélicos, e sim, isto é verdade. É preciso lembrar que a criação do Estado de Israel só foi possível graças ao voto do diplomata brasileiro Osvaldo Aranha. Na recente vinda ao Brasil, o premiê israelense Benjamin Netanyahu disse: "Israel é a Terra Prometida e o Brasil é a Terra da Promessa." Diante deste cenário, muitas mudanças e transformações ocorrerão nos próximos tempos. 

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