O ministro da Educação se contradiz, quer voltar atrás, mas é tarde demais

Depois da polêmica declaração acusando universidades públicas de promoverem "balbúrdias" e submetendo-as ao corte de 30% de verbas, Abraham Weintraub, ministro da Educação, se contradisse ao falar que estes "30%" seriam uma parte pequena do corte. Para tal, na live realizada pelo presidente Jair Bolsonaro na quinta-feira passada (9), ele ilustrou a conta através de 3 barras de chocolate e meia, ou seja, disse que seria 3,5%. Antes disso, para contornar as reações negativas do discurso feito na semana passada, Weintraub agora fala que não há corte e nunca houve, mas sim um contingenciamento, logo, há um bloqueio da parcela de recursos destinados à Educação, enquanto a Reforma da Previdência não for aprovada. Segundo Abraham, o investimento destinado ao Ensino Superior seria redirecionado à Educação Básica, porém, este mesmo setor também será afetado, portanto, o corte totaliza R$ 2,4 bilhões. A decisão afeta também a área da Ciência e Tecnologia. O Capes, um dos principais órgãos de Pesquisa Científica no Brasil, cancelou milhares de bolsas de Mestrado e Doutorado, e alguns pesquisadores veem seus projetos ameaçados com estas suspensões. Ainda que se justifique, muitas vezes em comparação com os governos anteriores, é tarde demais para Abraham Weintraub, pois as comunidades estudantil e acadêmica estão reagindo à perseguição desenfreada do Governo Bolsonaro à Educação, Ciência e Tecnologia. 

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