Será que Bolsonaro se importa com o futuro da juventude brasileira? Talvez, você tenha estranhado o título desta coluna, mas vamos discorrer sobre isto, e assim descobrir a resposta.
Nos últimos dias, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez declarações que deixam o Ensino Superior com rumos incertos. A primeira delas foi que o Governo não investirá mais em cursos de Filosofia e Sociologia, e os recursos destinados a estes cursos de Ciências Humanas seriam redirecionados para áreas do conhecimento que tivessem retorno financeiro. A segunda declaração foi que universidades que tivessem "péssimo desempenho" e promovessem "balbúrdia" teriam suas verbas reduzidas em 30%. As primeiras instituições federais penalizadas foram a UnB, a UFF e a UFBA, e a UFMG estaria sob avaliação. Ele errou neste ponto, pois a UnB e UFBA estão não só entre as melhores universidades do Brasil, como também, da América Latina, sem falar que são responsáveis por grandes avanços científicos no nosso país. Não há como negar que as atitudes do atual ministro da Educação são fascistas, pois um dos razões pelas quais o Fascismo chegou ao Poder foi o desestímulo da busca por conhecimento. Uma população que não sabe não conhece, e se não conhece, não compreende. Lá no livro do profeta Oséias, Deus dizia: "Meu povo perece porque lhe falta conhecimento." A resposta é não, ele não se importa, pois se o fizesse, respeitaria a liberdade de expressão nos campi, cujo direito é assegurado pela Constituição, e não nomearia um olavista para chefiar o MEC.
Se sucatearem a Educação, nosso país sofrerá um enorme regresso.
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