Efeitos da reação tardia do Governo Federal em relação à Crise Amazônica

Ontem (24), o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento em rede nacional para falar sobre os incêndios na Amazônia. Segundo ele, há um complô de países europeus com intenções colonialistas voltadas à região amazônica e que medidas serão tomadas para conter as queimadas. No mesmo dia, foram realizados protestos contra o desmatamento, como também, panelaços em diversas cidades do Brasil. No último caso, os panelaços foram conduzidos pela classe média, o grupo do qual Bolsonaro obteve mais votos em 2018. Consequentemente, o Agronegócio Brasileiro encontra-se ameaçado não somente por causa da liberação do uso de 289 agrotóxicos nas produções agrícolas (sendo 82 princípios ativos proibidos em países desenvolvidos), como também, das reações tardias do atual Governo Federal em relação aos crimes ambientais cometidos na Amazônia Legal, uma vez que, com o recente acordo UE-Mercosul, o qual pode ir por água abaixo, a França retirou o apoio ao acordo de livre-comércio entre os dois blocos econômicos, representando um possível prejuízo enorme à Economia Brasileira, caso a realidade não se reverta. Visto como os dados do INPE e da NASA comprovam o crescimento de áreas desmatadas e focos de incêndios na região Norte e Centro-Oeste, a Alemanha e a Noruega deixaram de enviar mais de R$ 155 milhões para o Fundo Amazônia, logo, em um ato de incompetência, Jair Bolsonaro critica Merkel e Macron, preocupados com a situação da maior floresta tropical do mundo, e agora reclama da falta de recursos para controlar o fogo que atinge um dos nossos maiores biomas. O ministro do Meio-Ambiente Ricardo Salles tem que pedir pra sair e o Código Florestal precisa ser levado a sério pelos nossos governantes. 

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