Os rumos da Educação em meio ao cenário sombrio da Pandemia do Covid-19

No início do segundo trimestre de 2018 eu comprei um Chromebook a fim de estudar para o ENEM. Aquele ano foi decisivo para mim, afinal de contas, a pontuação que obtive naquela edição me fez ser aprovado no ProUni do primeiro semestre de 2019. O dispositivo eletrônico que tinha adquirido somente para me preparar para um processo seletivo tornou-se muito útil de lá pra cá. No entanto, a realidade de muitos vestibulandos ou até mesmo universitários não é a mesma que a minha. Nem todos têm acesso à Internet. Nem todos têm computador ou notebook em casa. Nem todos possuem livros. Como estudar desta forma? Impossível.
Em meio à pandemia do Covid-19, sem dúvidas a maior deste século, a democratização do acesso à informação soa como utopia. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, por sua vez, acredita que vai dar tempo sim de realizar o ENEM dentro do cronograma previsto. A questão é: o que o MEC está fazendo para estimular a preparação dos jovens brasileiros que aspiram à vagas nas universidades públicas e bolsas de estudos em faculdades privadas? A TV Escola está esquecida pelo Governo Federal. O Telecursos 2000, antigo programa educativo da Rede Globo, faz falta hoje. O artigo 6º da Constituição assegura o direito à educação para todos, mas parece que só os privilegiados vivem isso.

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