Uma coisa é certa: o Mundo não será mais o mesmo após a Pandemia. Por que? A nossa rotina mudou e vai mudar muito mais. Antes, não tínhamos tanta preocupação com a limpeza, hoje, a higiene passou a ser essencial no nosso cotidiano. Hábitos higiênicos como lavar as mãos e usar álcool em gel nunca se tornaram tão frequentes quanto agora, logo, você sempre se lembrará de lavar as mãos assim que voltar da rua. O famoso TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo deixou de ser sinônimo de frescura, e quem sofria bullying por causa disso não o sofre mais. Ainda há alguns que não compreendem estas coisas, mas cabe ao tempo dizer quem está certo. Apertar a mão de alguém? Abraçar? Beijar? O distanciamento para evitar contato físico será a opção, até que uma vacina ou um fármaco eficaz surja e esteja disponível. Só se evita aglomerações diminuindo a circulação de pessoas em determinados ambientes e a circulação de pessoas só diminui em certos espaços confinando-as. Então, qual será o futuro do comércio diante desta realidade? A aposta será no drive-thru, já adotado por alguns shoppings centers no Brasil, e no delivery, adotado por diversos estabelecimentos comerciais. E os cinemas, como ficam? O cine drive-in, comum no século passado, principalmente entre a década de 60 e 70, mudará o conceito que temos sobre a Sétima Arte. E as igrejas? Se os templos não puderem mais reunir ou receber fiéis, os cultos serão ou continuarão sendo online. E as escolas e universidades? Provavelmente as aulas teóricas sejam remotas ou virtuais e as aulas práticas, especialmente as de Ciências da Saúde, sejam realizadas com rigorosas medidas de segurança como o uso de EPIs (obrigatório em práticas laboratoriais) e sanitização após a utilização de laboratórios. Se não puder sair de casa para trabalhar, o home office está aí para isto, não é à toa que a procura por notebooks cresceu nos últimos tempos. Os serviços de streaming como Netflix e Spotify, assim como plataformas de videoconferências como Zoom e Teams vão faturar ainda mais, pois o encasulamento torna-se mais comum a cada dia. Estaria a nossa liberdade de ir e vir sendo colocada à prova? O novo normal não tem nada de normal.
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