A Corrida Científica para livrar a Humanidade do novo Coronavírus

Quando se fala em Guerra Fria, lembra-se automaticamente de quem? Estados Unidos e Rússia. 

Após a Segunda Guerra Mundial, o Mundo tornou-se bipolar: de um lado, o Capitalismo, liderado pelos norte-americanos, do outro, o Socialismo, liderado pelos soviéticos. Estadunidenses e soviéticos nunca se enfrentaram em trincheiras, por isso o nome "Guerra Fria": por causa da não aproximação entre estes países, mas durante esse período, o planeta viveu momentos de tensão como a Crise dos Mísseis em Cuba ou os 13 dias que abalaram o mundo. O ex-presidente John F. Kennedy evitou uma tragédia em proporção global. 

O que chama a atenção não são as ocasiões tensas provocadas por EUA e URSS que o mundo testemunhou, mas duas ocasiões em que a concorrência de ambos países foi acirrada: a Corrida Espacial e a Corrida Armamentista.

A União Soviética levou o primeiro homem e primeiro animal, a cadela Laika, ao espaço. Os EUA, por sorte, levou o homem à Lua, com a Apolo 11. 

Bastante utilizada após o vitória dos Aliados sobre o Eixo, a bomba atômica virou artefato de museu com a Corrida Armamentista. A bomba nuclear, sucessora da atômica, mostrou ter um poder de alcance e de estrago muito superior. 

Agora estamos diante de uma corrida científica. Países não mediram esforços para encontrar uma forma de combater o novo Coronavírus (Sars-Cov-2). Há mais de 120 laboratórios ao redor do globo terrestre que buscam desenvolver uma vacina eficaz contra o patógeno causador da Covid-19, 5 deles já estão em fases finais, dentre eles: o da Universidade de Oxford, em parceria com a inglesa AstraZeneca, cuja produção no Brasil será feita pela Fiocruz, e a chinesa Sinovac, que fechou parceria no Brasil com o Instituto Butantan. 

As farmacêuticas estadunidenses mais adiantadas neste processo são a Pfizer e a Moderna, que entraram na fase final esta semana. Todos apresentaram resultados preliminares positivos, o que é bom.

A Rússia quer surpreender o mundo mais uma vez, ao prometer entregar uma vacina contra a Covid-19 em duas semanas. Será possível? Não sabemos, mas torcemos para que tudo der certo.


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