Uma reflexão sobre a atual conjuntura política do Brasil

O mal do Brasil não é a corrupção, são as ideologias. Talvez você acha que eu esteja defendendo a corrupção, mas não, nunca o fiz e jamais o farei. Bolsonaro não é corrupto, isso é fato, mas ele foi eleito não só através das fake news, como também por causa de questões ideológicas. A narrativa da extrema-direita prevaleceu diante da estagnação econômica provocada pela esquerda que governou o nosso país por 13 anos e meio. 
Um dos responsáveis pela construção da atual conjuntura política do Brasil é o eleitorado evangélico. Infelizmente, cristãos protestantes deixaram questões sociais constitucionais como a Saúde, Educação, Economia, Segurança Pública e Trabalho em último plano para priorizarem pautas conservadoras. Fecharam os olhos para a realidade da nação como no filme Bird Box. É vergonhoso dizer que estamos entrando em recessão, enfrentando uma desindustrialização, vendo o crescimento do número de desempregados e trabalhadores informais, tudo isto consequência do resultado das Eleições de 2018. 
Enquanto a vacina contra a Covid-19 não chega, há uma defesa generalizada do tratamento com um medicamento, cuja eficácia não foi comprovada. 
Nem nos maiores países cristãos desenvolvidos do mundo como Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e Austrália, há um discurso tão focado em governar para as maiorias e deixar as minorias ao relento, a fim de que elas não participem do debate nacional. Democracia não foi e nunca será governo de um grupo, pois isto chama-se "Oligarquia" e a época das oligarquias já passou. Democracia é governo de todos: pobres, ricos, brancos, negros, indígenas, imigrantes, refugiados, heterossexuais, homossexuais, analfabetos, diplomados e entre outros. Este ano vamos escolher os representantes municipais: prefeitos e governadores. Dica: não os escolha pelas pautas ideológicas, escolha pelas ideias e propostas que eles possuam para o desenvolvimento municipal. Ah, isto também vale para 2022. 

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