A Indústria Fonográfica, em 2020, teve que se reinventar. Será mesmo? Os shows virtuais, ou melhor, lives, aos poucos estão deixando de serem anunciados com frequência. O formato de show virtual não empolga mais os fãs como antes, nos primeiros meses de pandemia. Há quem diga que a experiência do drive-in é muito boa, uma vez que, ouvir uma apresentação musical dentro de um carro através de uma frequência de rádio AM/FM traz uma sensação de viagem do tempo. Com a flexibilização do isolamento social e a retomada gradual das atividades econômicas, o setor artístico se sente motivado em pedir o retorno dos shows presenciais, e eu, como artista também que sou, cantor, compositor e produtor musical, apoio e assino embaixo a iniciativa. Nenhuma live consegue reproduzir a mesma interação social de uma apresentação artística presencial. Estamos próximos de viver uma "normalidade" no meio musical.

A imagem acima circulou o mundo: o primeiro show com distanciamento social. O evento foi realizado na Inglaterra. Recentemente, cientistas alemães fizeram um estudo para saber se há grandes probabilidades de transmissão da Covid-19 (Sars-Cov-2) em shows. Como funcionou? Eles organizaram um show com duração de 10 horas, com artistas profissionais e contaram com um público de 1000 voluntários, todos testados antes do evento, e simularam vários shows com diferentes situações: show com as pessoas aglomeradas, show com as pessoas meio distantes uma das outras e show com as pessoas respeitando o distanciamento social. O resultado do estudo sai em algumas semanas. Se o parecer foi positivo, isto representará uma esperança para um dos setores mais atingidos da Economia: a Música. Enquanto isto, grandes festivais de música foram adiados para o próximo ano como o Lollapalooza, Glastonbury, Festa de Barretos, dentre outros. Não teremos um Réveillon do jeito como sempre foi, já festas populares como o Carnaval foram adiadas até que uma vacina esteja disponível para a população.
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