Um dia após a Pfizer anunciar em estudo preliminar que a vacina produzida pela farmacêutica estadunidense apresentou 90% de eficácia contra o novo Coronavírus (Sars-Cov-2), hoje, 10, a Anvisa suspendeu os testes da CoronaVac. O motivo da suspensão dos testes seria o fato do imunizante ter provocado efeito adverso grave em um dos voluntários que veio a óbito, o Instituto Butantan negou a possibilidade da morte do voluntário está associada ao efeito adverso estimulado pela vacina. Agora a tarde, foi confirmada a causa da morte do voluntário: suicídio. Para alguns, trata-se de uma guerra política, e isto fica claro. A CoronaVac tornou-se motivo de embate entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB). O ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, havia anunciado que o Governo compraria 46 milhões de doses do imunizante produzido pela farmacêutica chinesa Sinovac. No dia seguinte, Bolsonaro desautorizou o ministro. A CoronaVac é uma das 10 vacinas no mundo que estão na fase final de testes. Sem a autorização da Anvisa, fica uma incógnita no ar: qual será a vacina que o Brasil terá? Lembrando que a vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca, em fase final de testes, também provocou reação adversa em um dos voluntários, mas o Governo Brasileiro não se manifestou, e por quê será? Bem, já que a CoronaVac está por enquanto fora de cogitação, o Planalto vai optar pela vacina da Pfizer, embora Bolsonaro não tenha reconhecido a vitória de Joe Biden? A politização da vacina coloca a questão sanitária no Brasil em risco.
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