Os primeiros dias de 2021 são um exercício de fé e esperança

Ontem, 14 de Janeiro de 2021, o sistema de saúde de Manaus colapsou. Lamentável! Apontado por muitos como o principal culpado pela situação, o Governo Federal se justifica das críticas mostrando os recursos enviados à capital do Amazonas para o combate ao novo Coronavírus. Como se não bastasse as variantes britânica e sul-africana da Covid-19, agora temos a variante brasileira. A B1.1.248 chegou ao Reino Unido, que proibiu os voos não só para o Brasil, como também para outros países da América do Sul. Com a taxa de ocupação das UTIs beirando à 100%, o Rio de Janeiro está próximo do colapso, isso é inegável. São Paulo aproxima-se das 50 mil mortes causadas pelo patógeno que já atingiu mais 93 milhões e ceifou quase 2 milhões de pessoas ao redor do mundo. Além disso, a vacinação prevista para começar no dia 20, mesma data em que Donald Trump dará adeus à Casa Branca e passará o bastão para Joe Biden, deve atrasar. O motivo, aliás, os motivos? Primeiro: a Anvisa ainda não aprovou o uso emergencial da CoronaVac e da vacina da Fiocruz/Oxford/AstraZeneca. Alegam os técnicos da agência reguladora que ainda faltam documentos, os órgãos responsáveis pela produção dos imunizantes estranham. Segundo: há a demora para a importação das duas milhões de doses produzidas pela fábrica da AstraZeneca na Índia. Pois é, 2021 não está sendo nada fácil, e imaginar como será daqui pra frente é um exercício de fé e esperança.

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