Temos que pensar no agora, se não quisermos ficar em dúvida sobre o amanhã

Que contraste de realidades! Enquanto a Covid-19 enfraquece no mundo - pela sexta semana consecutiva houve a queda do número de casos ativos e óbitos relacionados à Sars-CoV-2, o Brasil vive o pior momento da pandemia. Mais de 17 estados brasileiros estão com as UTIs acima de 80% de ocupação, forçando governos estaduais a impor toques de recolher e lockdown para conter a circulação do vírus entre a população. Bolsonaro, por sua vez, resolve atacar governadores ao dizer que "daqui pra frente, aquele que fechar estado terá de bancar auxílio emergencial." Fica claro que Bolsonaro não se preocupa com a vida dos brasileiros, ele se preocupa com os empresários, estes, por sinal, não se importam se o vírus está matando ou não, para eles o que importa é o lucro. 250 mil pessoas se foram por causa do novo Coronavírus, os números poderiam ser menores, se o país tivesse um líder, alguém disposto a dialogar com outros governantes a fim de buscar soluções. Demoramos para começar a vacinar, logo o Brasil que é exemplo mundial no assunto, e minguamos na imunização, porque ainda não tem doses suficientes para uma vacinação em massa como a vista em Israel, Reino Unido e Estados Unidos. Um país só alcança imunidade coletiva com 70% da população vacinada, mas o que temos por enquanto? 3,01%. Quanto maior a demora para a aquisição de novas vacinas, pior para todos. O presidente da República precisa de um choque de realidade, e isso é urgente. O Brasil está isolado, e ele insiste no negacionismo e na desinformação. Quem foi eleito com o intuito de governar para todos os brasileiros tem que entender que não é hora de pensar em 2022, temos que pensar no agora, para não ficarmos em dúvida sobre o amanhã.

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