Ontem (28), o Farol da Barra, um dos cartões postais de Salvador, que hoje completa 472 de história, foi marcado por um final de tarde trágico. O PM Wesley Soares, lotado na 17ª CIPM, que fica em Itacaré, sofreu um surto psicótico. Com o rosto pintado de verde e amarelo, ele andou em várias direções, gritou palavras de "ordem" e "honra", e efetuou disparos de arma de fogo para o alto. A saber do ocorrido, a Polícia Militar foi acionada para conter o praça. Foram 5 horas de negociação, mas sem êxito. Wesley disparou em direção aos colegas de farda, que reagiram em seguida. Uma ambulância do Samu foi chamada para socorrer o policial, mas ele não resistiu aos ferimentos. A cobertura jornalística dada ao lastimável episódio gerou grande repercussão nas redes sociais, que desencadeou uma série de narrativas sobre o assunto sem saber ao certo quem é ou são os verdadeiros culpados nesta história. De fato, para muitas pessoas, a atitude do Bope deixou a imagem da corporação negativa perante a sociedade, e hoje (29), policiais pediram a saída do Cel. Paulo Coutinho do Comando Geral da PM-BA. O soldado Wesley não era casado, não tinha filhos, e há relatos de que ele estava sofrendo pressões por não concordar com as restrições impostas pelo Governo Estadual nesta pandemia, dentre elas, a prisão de trabalhadores que desrespeitam as medidas restritivas. Dúvidas sobre o desfecho desta trama serão esclarecidas com o tempo, entretanto, fica claro que a pressão que a PM sofre diariamente muitos não entendem.
Comentários
Postar um comentário