É oficial: nos tornamos a 12ª maior economia global. O país, que já foi a sexta maior economia do planeta, hoje, não está mais no top 10, e a tendência é ficar mais distante, se não houver recuperação econômica a curto prazo. O PIB do Brasil caiu 4,1% no último trimestre. A crise econômica, que já estava pior desde o início do governo Bolsonaro em 2019, se agravou ainda mais com a pandemia do novo Coronavírus (Sars-Cov-2). O auxílio emergencial que foi pago a cerca de 64 milhões de brasileiros entre Abril e Dezembro de 2020, a princípio, não estava nos planos do Governo Federal de ser prorrogado para o outro ano. Entretanto, a pandemia ainda não acabou, 13,4 milhões de pessoas estão desempregadas, mais de 17,7 milhões de brasileiros retornaram à pobreza, quase 40 milhões de cidadãos empurrados para a informalidade, e o Planalto sentiu-se "forçado" diante da pressão popular a renovar um dos maiores programas de crédito social da história do país. O governo que busca seguir à risca a agenda neoliberal, preocupado em não furar o teto de gastos para não deixar a dívida pública, a qual hoje gira em torno de R$ 5 trilhões, cada vez maior, abriu mão dos princípios defendidos por Milton Friedman e seus discípulos em nome do populismo. Tanto se fala em diminuir o Estado sem enfraquecê-lo, mas como? Há quem diga que as reformas fiscais ajudarão a levantar a moral do país, sim, verdade, mas políticos e magistrados estariam dispostos a abrir mão de privilégios e regalias para diminuir os custos com o funcionalismo público? Os ricos e os rentistas estariam dispostos a aceitar tributos sobre lucros e dividendos? Neste último caso, só dois países do mundo que não taxam estas duas fontes de renda: o Brasil e a Estônia, um pequeno país que fica no Leste Europeu. Todos querem mudanças para o Brasil avançar, mas os primeiros que precisam mudar são os que estão lá em cima no poder.
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