Pela primeira vez desde o início da pandemia do novo Coronavírus, o Brasil bateu uma marca negativa: mais de 4 mil mortes em 24 horas. Ao todo, são cerca de 337 mil vidas que perderam a batalha para a Covid-19. A tendência, infelizmente, é crescer a média diária de óbitos. Isto poderá ocorrer, pois não leva-se em conta somente as pessoas que estão hospitalizadas e não conseguem se recuperar, mas também aquelas que estão aguardando por uma vaga de leito de UTI. Os estados e municípios correm contra o tempo para evitar mais prejuízos: abrem leitos de UTI, estabelecem medidas restritivas, e vacinam a população. Ainda assim, parece que todo esforço é insuficiente para frear o avanço do vírus no país.
Por que será? Por duas razões:
1) O Brasil está longe de uma imunização coletiva. Até agora, somente 9,8% da população foi vacinada. Para que mais de 70% dos brasileiros estejam imunizados em curto prazo, é necessário vacinar 2 milhões de pessoas por dia, e por enquanto, só países como EUA, China e Índia o fazem, haja vista que o nosso país está vacinando diariamente, em média, 554 mil indivíduos.
2) Muitos brasileiros desistiram de lutar contra o vírus ao abandonar os protocolos sanitários como: uso da máscara, álcool em gel e distanciamento social.
Quem já está saturado de assistir os noticiários falarem sobre as festas clandestinas que a polícia encerrou? Pois.
Nada mudará se as pessoas que insistem no negacionismo não mudarem. A consciência coletiva será o caminho para a mudança, para a saída definitiva da crise.
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