A medida que o Brasil chega a marca de 1 milhão de vacinados por dia, dúvidas sobre o avanço da vacinação no país surgem. Com quase 20% da população vacinada, e mais de 46 milhões de doses aplicadas, ainda estamos longe de alcançar imunidade coletiva. Apesar de 1 milhão de doses da Pfizer terem chegado hoje (27), a quantidade de imunizantes disponíveis não é suficiente para acelerar o processo, e fazer o país concluir a imunização em menos tempo, como Israel e Estados Unidos estão fazendo. Além das longas filas de espera para vacinação, cidades lidam com a escassez de vacinas, e precisam fazer "milagre" para vacinar os grupos prioritários dentro do prazo de intervalo entre a primeira e segunda dose. Indignação, este é o sentimento que muitos brasileiros tem em ver que, mesmo com a imunização em andamento, há uma desorganização no combate à pandemia em todas as esferas sociais, pois, a todo momento, há um "abre e fecha", e como efeito vemos empresas falidas, pessoas demitidas, dentre outros problemas como a fome, a pobreza e a violência. O auxílio emergencial, antes no valor de R$ 600, que alcançou mais de 60 milhões de brasileiros, hoje oscila entre R$ 150 a 375, e com apenas 32 milhões de beneficiários, ou seja, menos da metade, o que não é o bastante para comprar alimentos e pagar contas, pois a inflação está alta, e não há perspectivas de que o PIB cresça tanto este ano. Além disso, o Censo 2021, que deveria ser feito em 2019, e não foi realizado em 2020, sofre agora um impasse: não teve espaço no Orçamento de 2021, o STF manda realizá-lo, e o Governo diz que não tem dinheiro para fazê-lo. E agora? Quem tem fé que ore.
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