Flávio Rocha, CEO das Lojas Riachuelo, falou que "taxar grandes fortunas reduz desigualdade, mas empobrece os ricos". Ora ora, os magnatas não querem pagar impostos, aliás, pouco pagam. Enquanto a Reforma Tributária permanece travada no Congresso Nacional, Paulo Guedes e Cia. estudam meios de arrecadação, afinal, a dívida pública beira os R$ 6 bilhões, logo, é necessário recuperar o tempo perdido. Tirar dos pobres para dar aos paupérrimos não é a solução. Embora o Auxílio Emergencial tenha evitado que milhões de brasileiros retornassem à extrema pobreza, o país ainda lida com mais de 14 milhões de desempregados e 40 milhões na informalidade. Somente o Brasil e a Estônia não taxam lucros e dividendos, o que justifica o apreço dos rentistas pelo neoliberalismo, ainda mais em um país emergente como o nosso. Estaria o "Chicago Boy" disposto a abrir mão das ideias de Milton Friedman a fim de reparar os erros econômicos de uma das maiores nações do mundo? Só nos resta esperar.
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