Chuvas na Bahia: uma reflexão necessária para os próximos anos

Nunca choveu tanto na Bahia como em 2021. As chuvas de verão foram as maiores registradas em 32 anos. Em suma, dezenas de cidades do Sul, Sudoeste e Extremo Sul do estado foram atingidas, casas inundadas e destruídas, famílias desabrigadas, quase meio milhão de pessoas afetadas e 21 vidas perdidas. Um cenário trágico e apocalíptico. Esforços não foram medidos para ajudar aqueles que agora não tem mais nada, a não ser a luta pela sobrevivência. Milhares de doações foram feitas aos municípios abalados pelas chuvas. A solidariedade ainda em meio à pandemia da Covid-19 mostrou que a humanidade não perdeu a fé e o amor ao próximo. O prejuízo, segundo algumas autoridades, é inestimável, beira à casa de dezenas de milhões de reais. Agora, o objetivo desta coluna é refletir sobre os desafios a serem enfrentados nos próximos anos. O que fazer para evitar catástrofes como a que estamos presenciando? Não temos respostas concretas, mas, de fato, algumas ações conjuntas entre biólogos, geólogos, engenheiros ambientais, bombeiros e profissionais de logística nestas localidades tornam-se necessárias. O escoamento das águas dos rios e represas na eminência de longas precipitações é um dos primeiros passos. Cidades ribeirinhas sofrem pela ausência de ações como a citada anteriormente. A propósito, o Fundão destinado à Campanha Eleitoral pode ser revertido em recursos para reparar os danos causados pelas chuvas nestas cidades, cabe aos nossos políticos terem sensibilidade e empatia com aqueles que os colocaram lá no poder. 

Comentários