Isso é fato: o mundo está em alerta por causa da crise Rússia x Ucrânia. Segunda-feira passada (21), o presidente russo Vladimir Putin reconheceu a independência das províncias separatistas de Donetsk e Luhansk, onde o russo é o principal idioma falado. Os EUA, por sua vez, impôs sanções a estas regiões. Tudo isso não começou agora. Em 2014, sem muito alarde, a Federação Russa anexou a Crimeia, antiga província ucraniana, ao seu território. Atualmente, a crise se agravou, pois a Ucrânia pretendia fazer parte da OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte, e o Kremlin não concordou com isso. Como a Rússia é um dos maiores exportadores de gás e petróleo do planeta, a Europa poderia ser prejudicada em caso de uma guerra, pois 40% do gás do continente europeu é fornecido por empresas russas, dentre elas, a Gazprom. Na madrugada de hoje (24), após reunião com a Duma, Vladimir Putin aprovou uma operação militar no leste da Ucrânia, e já foi possível ouvir explosões e bombardeios em território ucraniano. Há indícios de que 50 pessoas morreram nesses primeiros ataques por parte de Moscou. Até o momento, milhares de ucranianos deixaram Kiev, e países ao redor ainda não se posicionaram se ajudarão belicamente à Ucrânia contra a Rússia, o que indica que, caso isto não aconteça, estaremos testemunhando uma espécie de guerra unilateral. Afinal, o que é guerra unilateral? É quando apenas um lado ataca, e o outro não reage. Vamos aguardar os próximos capítulos desta história.
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