7 meses da Operação Militar Especial da Rússia na Ucrânia: qual será o próximo passo?

Em Fevereiro de 2022, após o reconhecimento da independência das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, a Rússia iniciou uma operação militar na Ucrânia, que já chegou ao 210º dia. 

De lá pra cá, muita coisa mudou no Mundo. 

Empresas multinacionais como McDonald's, Nike, Adidas, Coca-Cola, Pepsi, Shell, dentre outras, se retiraram da Federação Russa como uma reação do Ocidente ao que estava acontecendo no Leste Europeu. Devido às sanções impostas pelos EUA e a União Europeia, os preços do petróleo, gás natural e diesel disparam de forma avassaladora, resultando na elevação da inflação global advinda do aumento do preço dos combustíveis e dos alimentos em todo o planeta, uma vez que, embora não faça parte da OPEP, a Rússia é o maior exportador de gás natural do mundo e um dos maiores de petróleo. 

A propósito, com o Inverno se aproximando, o europeu agora precisará escolher entre tomar banho quente ou cozinhar, isto por causa dos embargos econômicos à Rússia que levaram à suspensão do funcionamento da Nord Stream 1, gasoduto que abastece à Europa. Até que ponto o Velho Continente chegou.

Nos últimos dias, os referendos para a anexação das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL) e dos territórios de Kherson e Zaporozhie à Rússia, como também o anúncio da mobilização parcial de 300 mil reservistas indicam que o próximo passo do Kremlin será mais "ousado". O status quo de "Operação Militar Especial" será substituído por "Guerra"? Zelensky demonstrou que Kiev não baixou a guarda, e tem disposição para recuperar os territórios perdidos pelos russos, "custe o que custar", mas Putin já mostrou que não vai se sentir intimidado enquanto não alcançar os objetivos traçados. 

Mas afinal, o Ocidente vai permanecer sancionando a Rússia ou vai deixar de interferir nas questões diplomáticas entre Moscou e Kiev? Vamos aguardar os próximos dias para saber.

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